Ano

Artistas

País

Materiais

Parceiros

Jérémy Pajeanc

França, Portugal

vidro, alumínio

Jérémy Pajeanc

ciclo programático 01 / Sans toi ni loi

Jérémy Pajeanc, artista plástico e professor, vive e estuda actualmente entre o Porto e a Marinha Grande.
Nascido em Paris em 1988, onde realizou a sua formação inicial.
Lecciona no Lycée Français Internacional de Porto: Artes Plásticas e História da Arte, assim como no passado na Escola Superior de Educação do Porto de 2013 a 2016, no curso de Artes Visuais e Tecnologias Artísticas.
Formado em Artes Plásticas pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, especializou-se em Pintura.
Desenvolve em paralelo uma investigação sobre a relação entre Arte e Ciência no vidro / Arte e História Social, em parceria com o INED (ESE-IPP) e o CENCAL (Marinha Grande).
Trabalha sobre os fluxos migratórios e os grandes êxodos que formaram a nossa cultura ocidental contemporânea, campo onde tem direccionado o seu trabalho artístico.
Tem exposto obra regularmente individualmente ou em coletivo e participado também em diversas conversas e conferências em algumas cidades nacionais e internacionais.
Membro do grupo Expedição e associado da Saco Azul, associação cultural no Maus Hábitos, Porto.
Já foi distinguido por diversos prémios nacionais e internacionais.

“Assim como nos perguntamos a partir de quantas pedras se obtém um monte, (…) a partir de quantas provas começa um crime.”

Num contexto actual dividido entre a mundialização expansionista e o fechamento identitário erguem-se muralhas e gradeamentos em nome da segurança. Segurança?
Esquecendo os direitos do Homem, acordos internacionais, como o direito ao auxílio político ou de guerra, desprezam-se os valores morais e éticos que definem a humanidade da nossa lei e dos nossos actos contemporâneos.
A ideia de cerca e de muro são tão remotas quanto a ideia de fronteira.
Após a queda do muro de Berlim em 1989 a comunidade europeia julgava que caminharia para uma continuada libertação das fronteiras e das suas passagens, libertação da palavra, a partilha fraterna de culturas e identidades de uma Europa reunificada e que nunca voltaríamos a um fechamento claustrofóbico-ditatorial, julgávamos esse pensamento já obsoleto, petrificado num passado histórico turbulento de águas passadas.
Em 2017 a Europa, entre outros, reforça e redesenha com vedações e arame farpado parte das suas fronteiras. Estaremos em pleno mito de Sísifo?

Tout le monde a tort à tour de rôle. Les uns d’avoir vu, les autres d’avoir fait.” Yann Moix

(título retirado de um filme de Agnès Varda)

Créditos

recursos: vidro, alumínio, ácido
formato: residência ciclo programático 01
fotografia & vídeo: Bruno Lança